Celular na Nuvem: swap partition | Balaio da Criação

Por osenhordabusca

Tecnólogo em Processamento de Dados-UNEB-BSB, MBA Jornalismo Digital Estácio, escreveu 2 livros de ferramentas web de produtividade e busca. Escrevendo 10 livros. Palestrante em Brasília desde 2005. Servidor público federal desde 2003 técnico de suporte na Presidência da República. Conteudista digital e podcast maker.

Publicado em 7 de janeiro de 2020 | Atualizado em 17 de janeiro de 2020


O smartphone vai trocar aplicações com a nuvem. Estamos vivendo o limiar no uso de uma nova técnica para tornar os celulares mais poderosos. Similar de quando estávamos aumentando velozmente a capacidade de armazenamento magnético dos computadores de mesa nos discos rígidos, mas a memória RAM não comportava mais sistema

Estamos vivendo o limiar no uso de uma nova técnica para tornar os celulares mais poderosos. Similar de quando estávamos aumentando velozmente a capacidade de armazenamento magnético dos computadores de mesa nos discos rígidos, mas a memória RAM não comportava mais sistema de boot, sistema operacional, aplicativos, utilitários e dados do usuário ao mesmo tempo.

Foi quando adotaram uma técnica paliativa para dar mais fôlego pra tecnologia flash se recuperar e andar melhor em parceria com os dispositivos magnéticos de armazenamento. Essa técnica é a do swap, que no inglês mais rasteiro significa troca.

O que acontecia era que quando a memória RAM não suportava mais a quantidade de dados trabalhada, mas precisaria dar continuidade ao processamento, então ela poderia se apropriar de um pedaço do disco rígido como uma memoria estendida e poder continuar o seu trabalho sem comprometimento do sistema.

Isso pode estar em vias de acontecer com o celular e a nuvem, visto que os sistemas de armazenamentos internos, tanto de memória RAM como a de dados ainda não acompanham a demanda de serviços que deva ser atendida e precisamos desinstalar alguns aplicativos para comportar outros.

Mas o dispositivo precisa ser virtual para não significar aumento do hardware do celular, portanto nada mais adequado do que a técnica de swap aliada à nuvem. A nuvem já nos auxilia nos backups de nossos dados. Sabe, quando ao trocamos de celular e precisamos restaurar os dados do celular anterior? Essa restauração se faz através de dados da nuvem que foram guardados antes de trocarmos os celulares.

A diferença é que o uso da nuvem como partição swap do celular exigirá processamento instantâneo, on-line, processamento em tempo real. Então vamos precisar de mais velocidade e conexão estável e permanente. A rede 5G já poderá prover essa necessidade.

Claro que esta narrativa se trata de uma suposição, até por que outras técnicas possam estar sendo desenvolvidas. Esta narrativa é apenas uma possibilidade, é uma viagem na tentativa de encontrar um porto seguro, nada mais que um sonho, que pode ser realizado… ou não!

“Ai de quem se colocar contra a evolução da humanidade” (anônimo. quase EU)

#osenhordabusca (João Kzam)

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