Marketing Eleitoral: Planejamento de Campanha Eleitoral. - Balaio da Criação

Por João Kzam

MINI CURRICULUM: João Kzam é Tecnólogo em Processamento de dados. Estudioso e escritor de dois livros sobre ferramentas web de produtividade e de busca, como Google e Duckduckgo, o que lhe valeu a alcunha de #osenhordabusca, dado por uma de suas admiradoras. Está produzindo atualmente mais 10 livros. Possui uma jornada de palestras em Brasília já há 14 anos e neste período se percebeu em intensa produção de conteúdo digital em multiformatos o que lhe conduziu a uma formação MBA em Jornalismo Digital Estácio. É servidor público federal há 16 anos e um atuante técnico de suporte na Presidência da República. Produtor de conteúdo digital e podcast maker.

Publicado em 7 de agosto de 2018 | Atualizado em 14 de fevereiro de 2020


Campanha Eleitoral 2018 A campanha deste ano vai ser a mais exigente em termos de inteligência politico eleitoral que nos outros anos em termos de planejamento. A Campanha Eleitoral 2018 terá desafios que os próprios candidatos desconhecem. Há um alto grau de não participação dos eleitores. Sejam votos brancos, nulos

Campanha Eleitoral 2018

A campanha deste ano vai ser a mais exigente em termos de inteligência politico eleitoral que nos outros anos em termos de planejamento. A Campanha Eleitoral 2018 terá desafios que os próprios candidatos desconhecem. Há um alto grau de não participação dos eleitores. Sejam votos brancos, nulos ou em branco, o percentual é maior que nas campanhas passadas. Isso dá aos candidatos uma margem de abordagem bastante folgada. O marketing está aí pra isso mesmo.

A atual situação de descrença do cidadão com a classe política, as dificuldades nos financiamentos de campanha vão impor aos candidatos uma melhor preparação argumentativa e de idéias, pois o ambiente eleitoral criará uma alta competitividade em virtude destas dificuldades. Isso vai demandar uma inteligência política que talvez não tenha sido implementada, experimentada ou criada. Será preciso criar de uma vez por todas um planejamento estratégico inteligente para alcançar o publico desejado.

Planejamento é o segredo

Para ser diferente, para inovar, para oferecer o que a atualidade demanda de todos os que lidam com algum tipo de atividade ou projeto que se relacione com terceiros, suas necessidades e direitos, o planejamento estratégico da campanha deve ser estabelecido agora e com ações integradas sem demoras. Seguindo mais ou menos as regras de um bom desempenho o tempo entre o projeto e as realizações deve ser 80% escrevendo o plano de ação, e 20% executando. Com todas as áreas de interesse mapeadas em conjunto, agindo paralela e conjuntamente.

Algumas ações que possam ser adotadas são:

  • No decorrer de todo o processo é visível três fases: a pré-campanha, a campanha propriamente dita e a pós-campanha. Então precisam ser estabelecidas ações em todas essas fases. o que precisa ser feito na campanha, o que vai ser feito e o que resultará depois. Tudo isso deve ser digerido, processado e produzido um arcabouço de conhecimento e atividades ligadas de todas as fases. O fruto deve ser positivo, para que possa ser a base de uma nova empreitada.
  • Saber diferenciar o mundo off line do on line. Entender que em cada um desses meios as coisas funcionam de forma diferente e, principalmente, em velocidades diferentes. os meios sobre os quais as ações se desenrolarão são diferentes. um é substancialmente abstrato e veloz (on line) e o outro é fisicamente concreto e lento (of line).
  • Portanto devem ser pensados por pessoas diferentes com percepções diferentes, especialistas em cada meio, estar a par de todas as regras e Leis que regulam e legitimam as atividades no período eleitoral, seja sobre o marketing e a comunicação. Como por exemplo as Regras para a Propaganda Eleitoral na Internet em 2018, emanadas pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral – TSE.
  • Ser capaz de entender a demanda feita pela sociedade no que se refere ao seu cotidiano coletivo. Os anseios do cidadão sobre faltas ou pendências encontradas na administração local para que norteiem todas as ações a serem executadas antes, durante e depois das eleições. É importante a interação com o cidadão, pois só nestas ocasiões é que tem a possibilidade de saber a realidade que os cercam.
  • Precisa existir um mediador, um controlador nas relações do candidato com a imprensa, com o cidadão e os outros órgãos envolvidos. O candidato deve ser previdente na questão do conflito, sejam de idéias, conceitos ou ações. Deve estar muito bem treinado para perceber com antecipação e firmeza os rumos de uma contradição de idéias que levam a um conflito e já contornar de forma positiva o embate.
  • Determinar prioridades de estratégias que possam impactar positivamente de forma imediata as ações que comporão o planejamento estratégico inteligente da campanha. A composição destas diretrizes deve ser conjunta de todos, desde o candidato, passando pelo moderador do grupo até o assessor de ponta das comunidades, mais sensíveis ás necessidades dos cidadãos.
  • Finalmente compor de forma cronológica, sequencial e gradativa as ações produzidas em face dos pontos anteriormente observados. Esse planejamento deve ter em cada fase, ponto-a ponto, alternativas de ação, para serem imediatamente acionados na falha de quaisquer um dos pontos principais. Na verdade, nesta fase poderão ser feitos pelo menos dois planejamentos estratégicos paralelos e que possam ser revistos em  todo o momento. Ou sejam que possam ser alternados como principal e secundário sempre que necessário, pois tudo vai depender do andamento e do momento.
  • O candidato precisa de consultoria e assessoria especializada, para evitar quebra do ritmo, descompasso das ações e perda de todo o trabalho, e com isso focar no que Ele faz de melhor e deixar as questões do Marketing com alguém que entende do assunto. Conte conosco no que for preciso, estamos aqui pra isso.
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