Minuto B - A busca por informações e conhecimento. - Balaio da Criação

Por João Kzam

João Kzam, #osenhordabusca, facilitador, palestrante, comunicador, jornalista digital, conteudista, content maker, podcast maker da Balaio da Criação e uma das vozes do Minuto B do PodAí da Balaio.

Publicado em 16 de julho de 2020 | Atualizado em 28 de julho de 2020


A busca por informações e conhecimento.  O sonho da humanidade. A Biblioteca de Alexandria é o santo graal da ciência no passado, no presente os buscadores web, tais como Bing, Yahoo, Google e o imparcial Duckduckgo, fazem esse papel nos dias atuais. Eles buscam realizar de forma digital esse

A busca por informações e conhecimento.

O sonho da humanidade.

A Biblioteca de Alexandria é o santo graal da ciência no passado, no presente os buscadores web, tais como Bing, Yahoo, Google e o imparcial Duckduckgo, fazem esse papel nos dias atuais. Eles buscam realizar de forma digital esse sonho tão perseguido pela humanidade: o conhecimento. Todo o conhecimento do mundo e da ciência ao alcance de um clique.

 

Tente imaginar esse ápice de distribuição de conhecimento, atingindo a todos, sem quaisquer restrições. Utópico? Talvez, talvez até consigam limitar alcance e delimitar campos de exposição, mas não conseguirão jamais frear a motivação da mente humana para a busca do conhecimento e da verdade.

Em tempos de fake News(1) e de pós verdades(2), de boatos e de tanta gente querendo “ajudar”, entre aspas, o próximo é preciso ter ciência de que estamos vivendo um clima de tsunami de informações.

Tirando dúvidas:

(1) Fake News: são notícias falsas, são uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais.

(2) Pós-verdade: é um neologismo que descreve a situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais.

“Verdades”

Esses “bombardeios” digitais nos expõem a perigos maiores que os de uma guerra física, sim por que estes tsunamis de informações nos colocam em uma situação de incertezas. São tantas informações, são tantas “verdades”, entre aspas, que nos deixam inseguros, os mais ponderados, e esfuziantes os mais irresponsáveis, compartilhando indiscriminadamente qualquer coisa que lhes chegue.

Momentos de decisão

Voltemos um tempo atrás e vejamos como eram os momentos de decisão. Tínhamos a oportunidade de escolher, e escolher bem. Ao irmos numa taberna no máximo que encontrávamos eram dois ou, em raras ocasiões, três tipos de pão, ou dois tipos de arroz e feijão. Coisa simples e objetiva: oferecer alimento básico.

Mas e hoje? Hoje você têm os atacadistas, os que além de vender às pessoas individuais comuns também oferecem produtos pra revenda em supermercados e também as poucas e resistentes tabernas nas comunidades periféricas dos grandes centros. Pois é, então o que nos acomete no momento que entramos num ambiente como esse? Inicialmente um deslumbramento e vai-se diluindo e se transformando em incertezas ou muitas das vezes acabamos extrapolando o orçamento diante de tantas opções e encantamentos.

Análise consciente de conteúdo

Essa situação de incerteza retrata o que falei há pouco sobre as informações que estão disponíveis para consumo. Temos a nossa disposição um manancial tão enorme de opções de informações que acabamos nos tornando incapazes de conscientemente analisar com clareza e equilíbrio sobre o que estamos consumindo e correndo o risco de absorver muitas informações erradas, criminosamente disponibilizadas com o intuito de lhe subverter ou converter a uma direção suicida tanto como pessoa quanto como profissional, contrária à sublime sensação de conhecimento científico verdadeiro.

Dicotomia das narrativas

Aliado a todas essas questões sobre os fundamentos do conhecimento temos nos dias de hoje uma situação muito mais grave que são as incertezas das informações. Por que de alguma forma poderíamos tentar reconstruir todas as informações como elas eram e como devem ser ou permanecer, o problema que enfrentamos hoje é a dicotomia das narrativas. Onde também tomamos ciência da realidade dos narradores e narrados e suas possibilidades à partir da visão de quem narra. Enfim, são elementos frágeis de sustentação da verdade, mas que dentro dos seus direitos a subvertem de alguma forma ou de outra. Ou criando ou dando nova roupagem aos fatos.

Aproximação da verdade

Nosso grande trunfo é que o pesquisador ou o leitor também tem a grandiosa possibilidade de acesso ao que for necessário para perseguir a sua verdade, seja ela a antiga ou a nova verdade. Precisamos fazer esse exercício de ampliar nossa capacidade de compreensão dos fatos e diminuirmos o que for possível nossa distância do centro da verdade. Precisamos melhorar nossa receptividade e conceitos pré-concebidos, deixar fluir a informação e o conhecimento sem barreiras e sem vaidades.

Selecionando conteúdo

No fundo a grande escolha que temos diante de nós é o que se pode ter como verdade ou inverdade, de falso ou autêntico, da mentira ou a realidade. E à partir daí termos os instrumentos de curadoria onde possamos selecionar os dados, as informações e os dados das informações. Até que cheguemos o máximo possível próximos da verdade. Mas é um trabalho árduo e que só nós mesmos podemos fazer, cada um atendendo a sua própria consciência.

Sou joão Kzam, o senhor da busca, voz do Minuto B da Balaio da Criação, o nosso PodAí, um podcast cheio das melhores intenções de dar a você um pouco de conhecimento e relaxamento, unidos à informação.

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