Minuto B - O Santo Graal do conhecimento helênico: Biblioteca de Alexandria. - Balaio da Criação

Por João Kzam

João Kzam, #osenhordabusca, facilitador, palestrante, comunicador, jornalista digital, conteudista, content maker, podcast maker da Balaio da Criação e uma das vozes do Minuto B do PodAí da Balaio.

Publicado em 21 de julho de 2020 | Atualizado em 28 de julho de 2020


Biblioteca de Alexandria: a biblioteca mais contada na história.  Lenda, Mito, Verdade Talvez seja a mais importante biblioteca contada pela história, existiam outras, mas nunca uma foi tão narrada e admirada como a Biblioteca de Alexandria. Muitos se perguntam se é uma lenda ou se é um mito ou

Biblioteca de Alexandria: a biblioteca mais contada na história.

Lenda, Mito, Verdade

Talvez seja a mais importante biblioteca contada pela história, existiam outras, mas nunca uma foi tão narrada e admirada como a Biblioteca de Alexandria. Muitos se perguntam se é uma lenda ou se é um mito ou se é verdade. Milhares de manuscritos guardados para o deleite da ciência e de cientistas da época e os que resistiram ao tempo e à estupidez humana ainda encantam pesquisadores de hoje.

Destruição incerta

Muitos caminharam por longos meses e anos para chegar até ela. Sua existência foi de 252 a.c. até um período muito duvidoso, pois na história há os que se negam a admitir a autoria por medo ou não querendo ter a sua biografia comprometida e há os que fazem questão de se declararem autores da destruição, e por isso surgem três possibilidades: 48 a.c., 385 d.c. e 415 d.c. Há estudos recentes que nos informam que foi em 298 d.c. Portanto a biblioteca foi a luz do conhecimento por quase 600 anos. Mas há narrativas de que seus destroços resistiram até 692 d.c.

Pirateando as culturas globais

Foi construída à partir do que traziam para ela através de matemáticos, médicos, cientistas,filósofos e até mesmo quando alguma embarcação que vinha de outras terras aportava no Porto de Alexandria que ficava bem próximo da biblioteca, bem a frente. O barco que aportasse só poderia sair depois que tudo o que existisse nele fosse copiado. Tudo era retirado do barco e levado até a biblioteca onde artistas e escreventes faziam cópias para ficarem na Biblioteca, mas há boatos de que ficavam os originais e iam-se as cópias sem que percebessem a diferença entre um e outro.

A estupidez humana destrói o conhecimento

Sobrevive até hoje a narrativa do seu fatídico final. Ao se deparar com a Biblioteca de Alexandria, o emir
Amr Ibn Al-As (Amir Albina Al Es) consulta o califa Omar Ibn Al-Khattab (Aomar Albina Al Katar) sobre o destino a dar às obras, recebendo como resposta:

Abre aspas

“Se o que está escrito neles concorda com o Livro de Deus, eles não são necessários; se discorda, não são desejáveis. Portanto, destrua-os”.

Fecha aspas

Menos de 10% do que havia sobreviveu

A dúvida sobre a data exata de suas destruição é grande, mas uma coisa se tem certeza, até que tenha sido totalmente destruída, suas estruturas, o seu acervo foi saqueado várias vezes, dependendo do interesse de quem a tinha no poder. Sabe-se inclusive que em algum momento os pergaminhos foram sendo utilizados para esquentar as águas dos quatro mil banhos públicos que existiam. Alguns manuscritos também foram sendo distribuídos para outras bibliotecas, mas não se tem registros sobre o que foi e para onde foi. A biblioteca física foi destruída, mas muitas peças do seu acervo foi sendo destruído pelos dominadores no decorrer dos séculos, até que se lhe restassem apenas 10 por cento do acervo original, que se tenha conhecimento.

Era uma das 14 cidades chamadas de Alexandria

A sua cidade base dá nome a ela, a cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande, em torno de um pequeno “vilarejo” em 331 a.C. Permaneceu como capital do Egito durante mil anos, até à conquista muçulmana do Egito, quando a capital passou a se chamar Fostate, que foi depois incorporada ao Cairo, hoje a maior cidade do mundo Árabe e da África. Mas é interessante que Alexandre, o Grande, também nomeou de Alexandria outras 13 cidades espalhadas pelo oriente, por onde passou o seu exército à conquista do mundo.

Ágora – Alexandria

O filme de nome original Ágora, transcrito como Alexandria no Brasil, conta uma passagem romântica e versionada sobre essa época helênica. Mas a verdadeira narrativa deve ser encontrada nos livros de pesquisadores. É um filme muito interessante e curioso, mas é uma versão ou um romance.

A origem da nova biblioteca

Em dias de 1974 circulavam pelas cúpulas do governo egípcio a vontade de construir algum prédio que remontasse aos tempos da antiga Alexandria e sua famosa Biblioteca. Até que em 1989 decidiram dar início a esse projeto. E dentre 650 projetos um se concretizou e a inauguração se deu em meados de 2002. Alexandrina é o nome da Biblioteca de Alexandria Moderna, Biblioteca Alexandrina.

Onde poderíamos estar se ela ainda existisse?

Mas uma coisa, uma questão, uma dúvida nos perseguirá para o resto de nossas vidas e que nunca poderá ser respondida: Que segredos poderíamos desvendar se pudéssemos ler aqueles rolos de papiro? Que mistérios sobre o passado da humanidade encerrariam os volumes desta biblioteca?” Onde estaríamos hoje? Ainda estaríamos residindo na terra? Já teríamos encontrado inteligência além da nossa? Se é que diante de todos esses acontecimentos poderíamos nos considerar inteligentes.

Sou joão Kzam, o senhor da busca, voz do Minuto B da Balaio da Criação, o nosso PodAí, um podcast cheio das melhores intenções de dar a vocês um pouco de conhecimento e relaxamento, unidos à informação.

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