Startups: o que são e como é o seu ecossistema? - Balaio da Criação

Por João Kzam

João Kzam, #osenhordabusca, facilitador, palestrante, comunicador, jornalista digital, conteudista, content maker, podcast maker da Balaio da Criação e uma das vozes do Minuto B do PodAí da Balaio.

Publicado em 4 de agosto de 2020 | Atualizado em 6 de agosto de 2020


Startups: o que são e como é o seu ecossistema?  Você não sabe o que significa ecossistema de startups? Então vamos aprender o que é isso. Mas antes vamos saber o que é uma startup. Em termos simples uma Startup é uma empresa jovem fundada por um ou mais

Startups: o que são e como é o seu ecossistema?

Você não sabe o que significa ecossistema de startups? Então vamos aprender o que é isso.

Mas antes vamos saber o que é uma startup.

Em termos simples uma Startup é uma empresa jovem fundada por um ou mais empreendedores para desenvolver um produto ou serviço exclusivo e trazê-lo ao mercado. Por sua natureza, a startup típica tende a ter uma operação restritiva, com financiamento inicial dos fundadores ou de seus amigos e familiares.

Segundo o guru das startups Steve Blank, uma startup é uma “organização temporária projetada para procurar um modelo de negócios repetitivo e escalável”. Esta iniciativa será startup enquanto o seu negócio não se tornar altamente lucrativo, quando então se torna uma empresa de porte pequeno, médio ou grande, dependendo do alcance que o negócio tomar.

E por que ser startup? Justamente por que enquanto emergente poderá tomar rumos de forma repentina enquanto o seu negócio não cresce. As pequenas iniciativas possuem fluidez no movimento e na transformação, fica mais fácil do que se fosse já um grande empreendimento. As startups são caracterizadas por terem custos bastante pequenos em comparação com os lucros que obtêm, e estes costumam crescer exponencialmente.

Temos como exemplos de startups, empresas como Amazon, Apple, Google ou Microsoft começaram em casas ou até mesmo nas garagens de seus fundadores.

Como ecossistema de startups nós nos referimos a todas as empresas e órgãos que contribuem para o nascimento, desenvolvimento e evolução de iniciativas emergente, as startups.

E quais são esses órgãos?

  1. Primeiro, precisamos das mentes criadoras e geradoras de negócios e ideias, estes são o que podemos chamar de funcionários capacitados que geralmente são encontrados nas universidades.
  2. Segundo, é necessário ter um espaço físico para se encontrarem ou se reunirem para reuniões ou realizarem forças tarefas ou mesmo disputas, os famosos hackathons que são maratonas de programação. Estes lugares são hoje os chamados coworkings, uma estrutura de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório.
  3. Terceiro, precisam de visibilidade para que suas ações sejam conhecidas e de repente possa despertar o interesse de investidores para o seu negócio e possibilite que o empreendimento cresça. Essa visibilidade pode ser alcançada através da imprensa ou eventos voltados para essa finalidade.
  4. Quarto, o que acabamos de mencionar, um investidor que nesse caso é chamado de investidor-anjo. Esse personagem é um empresário, empreendedor ou executivo que já trilhou uma carreira de sucesso, acumulando recursos suficientes para alocar uma parte (em geral entre 5% a 10% do seu patrimônio) para investir em novas empresas, bem como aplicar sua experiência apoiando a nova iniciativa. Diferentemente que muitos imaginam, o Investidor Anjo normalmente não é detentor de grandes fortunas.

Inovação é a base de formação de uma startup. É preciso que todos os envolvidos estejam no mesmo grau de comprometimento e imersão para que as coisas fluam. Não encontrarão um caminho fácil, será uma jornada de enfrentamento de dificuldades e desafios.

A startup precisa entregar um novo formato de produto, serviço ou experiência que atendam ao seu consumidor de forma criativa. Tudo isso pode até mesmo gerar um novo nicho de mercado.

À partir do momento em que o modelo de negócio da startup se torna escalável e sustentável então ela se torna uma empresa altamente lucrativa e sai da condição de startup para um negócio viável, maduro e durável.

Esse amadurecimento, no fundo é o grande objetivo final, para iniciar uma nova jornada de sustentabilidade e manutenção do novo negócio.

Agora então podemos falar sobre os componentes do ecossistema de startups. Esses componentes precisam coexistir para que as startups surjam e floresçam. E precisamos dizer que se trata de um ecossistema ideal, por que para dar certo, mesmo que faltando elementos, é preciso que pessoas motivadas e apaixonadas pelo negócio o coloquem em ação. Vejamos os componentes:

  • Universidades
  • Alunos
  • Organizações de aconselhamento e mentoria
  • Incubadoras de startups
  • Aceleradores de startups
  • Acelerador corporativo
  • Espaços de Coworking
  • Prestadores de serviços (consultoria, contabilidade, jurídico, etc.)
  • Organizadores de eventos
  • Competições start-up
  • Avaliadores de modelo de negócios de startups
  • Redes de business angels
  • Empresas de capital de risco
  • Portais de crowdfunding de ações
  • Empresas de telecomunicações, bancos, saúde, alimentos e outras.
  • Outros provedores de financiamento como empréstimos e subsídios.
  • Blogs de start-up e redes sociais
  • E outros facilitadores

À medida que grupos de pessoas se organizam e começam a desenvolver essas soluções, esse ecossistema vai surgindo paralelamente, por consequência das ações dos empreendedores. Novos empreendedores e inovadores vão se agrupando e o ecossistema também vai se formando e crescendo.

Sou João Kzam, a voz do PodAí da Balaio da Criação o nosso podcast de entretenimento, informação e conhecimento.

Balaio da Criação, há dez anos realizando sonhos dos empreendedores. Dá uma passadinha lá com a gente e venha tomar um cafezinho. Tchau tchau, até o próximo encontro…

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